Telegramas de Moçambique: A história do regresso português e o princípio do fim de uma relação colonial

Os milhares de telegramas transmitidos pela embaixada de Portugal em Maputo entre 1975 e 1980 relatam acontecimentos cruciais para a milhares de portugueses obrigados a retornar a Portugal após a independência.

As prisões arbitrárias de cidadãos portugueses efetuadas pela FRELIMO desde 1975; a existência de campos de reeducação; as expulsões pelo crime de “sabotagem económico” ou por irregularidades no processo de escolha da nacionalidade e a instauração do decreto-lei 34/76 – que restringe o embarque de “bens móveis”-, são matérias recorrentes que constam dos telegramas emitidos pela embaixada de Portugal e que afetam diretamente os cidadãos portugueses sobretudo nos três primeiros anos.

Registam-se também centenas de telegramas relacionados com as sucessivas nacionalizações, sobretudo da banca, setor dos seguros e caminho-de-ferro mas também do pequeno comércio; a carestia e a escassez de bens essenciais.

Todos estes assuntos são constantes nos aerogramas, muitas vezes “secretos” ou “confidenciais” da embaixada de Portugal em Maputo de acordo com a consulta feita pela agência Lusa no arquivo do Ministério dos Negócios Estrangeiros entre os anos 1975 e 1980 e que fornecem dados e enquadramentos sobre os efeitos da forma como decorreu o processo de descolonização.

 

Os telegramas de Maputo

 

 Telegramas de 1975: Retratos do êxodo dos portugueses e do novo poder 

Telegramas de 1976: Êxodo em Português e guerra na Rodésia

Telegramas de 1977: O êxodo continua em ambiente de guerra

Telegramas de 1978: Depurações e socialismo

Telegramas de 1979: Guerra e resistência

Telegramas de 1980: A guerra civil, a seca e o metical