Consórcio chinês diz que herdades geridas em Angola são “vitrinas da agricultura moderna”

Duas herdades geridas pelo consórcio estatal chinês CITIC em Angola “estão a funcionar como vitrinas da agricultura moderna no país” disse à agência oficial Xinhua o responsável da empresa para as operações em África, Liu Guigen.

“O Governo angolano quer que a CITIC estabeleça mais herdades modernas noutras províncias”, salientou o empresário, assegurando que a cooperação entre os dois países naquele setor “encontra-se numa fase preliminar”.

Pedras Negras, uma das quintas geridas pela empresa chinesa, na província de Malanje, produziu 20.000 toneladas de milho e feijão nas duas últimas colheitas, “a mais alta unidade de produção agrícola na história de Angola”, assinala a Xinhua.

A outra herdade, localizada na província de Uige, no norte do país, está voltada para a plantação de arroz e criação animal, apontou Liu.

Presente em Angola desde 2008, a CITIC desenvolveu, sobretudo, projetos de construção, nomeadamente fogos habitacionais.

A sua obra mais conhecida no país é uma empreitada de 10.000 milhões de dólares (7.980 milhões de euros), que envolveu a construção de 20.000 casas, em Kilamba Kiaxi, uma cidade satélite de Luanda.